Doação: um ato de autoconhecimento

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Estou feliz. Me sentindo mais leve.

Cheguei à conclusão que um armário lotado não significa prosperidade e riqueza de nada, além de acúmulo. No meu, por exemplo, era possível encontrar muitas roupas boas, de marcas excelentes, tecidos bons, modelos diversos, enfim, um armário bem cuidado. Só que era visível um acúmulo injustificado da minha parte.

Preciso dizer que sempre faço doações. A cada três meses, no mínimo, tiro o que não serve mais, o que já está fora do meu estilo ou o que está muito velho. Mas dessa vez vacilei e acabei deixando acumular. Meu armário estava sem espaço algum.

Resolvi tirar tudo o que eu realmente não estivesse amando, passar algumas peças novas para minhas primas, doar para a Creche Especial Maria Claro e jogar fora o que já estava rasgado e sem condições de uso. Foram entre 40 e 50 peças retiradas do guarda-roupa e isso me fez pensar no motivo de acumularmos tanto.

Por que?

Por que não conseguimos viver com menos? Por que precisamos sempre de algo novo? Já pararam pra pensar que estamos sempre querendo algo que o dinheiro pode comprar? Às vezes, esse comportamento se torna obsessivo. Ou ele passa a ditar regras na nossa vida, como, por exemplo: “depois que eu comprar isso, vou conseguir fazer aquilo”.  Depois quando, se o que importa mesmo é agora? Quando foi que nos tornamos tão inflexíveis, impositivos em nossas próprias vidas e irredutíveis?

Isso me fez amar ainda mais o curso que começo hoje, de consultoria de imagem. Ao conversar com a minha amiga, professora e cliente Priscilla Zanelatto, entendi que uma consultora ajuda, não só a cliente a encontrar a melhor versão dela mesma, como também a dar valor e encontrar novos sentidos à peças antigas ou que não estávamos dando tanto valor antes. É um verdadeiro trabalho de autoconhecimento, reciclagem, amor ao próximo e muito mais!

Depois de arrumar meu armário, ter menos peças, talvez eu passe a fazer novas combinações. É um exercício arriscado. Corro o risco, que nem é tão grave assim, de errar. Mas o que somos se não errantes? É um jogo de “fifty-fifty”, 50% de chance de fazer feio, 50% de chance de achar looks incríveis dentro do seu próprio armário.

Sejamos mais caridosos. Que a gente esteja disposto a dar: amor, livros, roupas, bolsas, afeto. Não precisamos de tanto. Uma vida minimalista pode trazer mais tranquilidade e tempo, que se tornou tão precioso e raro nos dias de hoje. Há pessoas lá fora que dariam tudo para ter uma peça legal, mesmo que não seja nova. Ou que dariam tudo para ter um casaco e usá-lo em dias mais frios. Ou ter uma bolsa para ir ao trabalho, que para você, certamente, não faria falta.

No processo de consultoria de imagem, há uma etapa, segundo aprendi, em que verifica-se todas as peças da cliente e, junto com ela, decide-se quais ficam e quais vão para doação. Mas sempre há a possibilidade de encaminhar tais peças para brechós. Já pensou? Fazer um extra com itens que nem pensava mais em reutilizar.

As possibilidades são infinitas, basta que a gente se decida pelo desapego. Ah! e isso também vale pra sentimentos, pessoas e tudo o que não faz bem ou tudo o que precisa ir embora. Temos que liberar espaço para que o novo entre e lá se faça luz! <3

Muitos beijos,

Bruna Gomes

  • Luciana Salles

    Amei sua iniciativa e principalmente sua conclusão sobre o acúmulo no armário e a consequente doação! É uma atitude nobre que muitas pessoas deviam praticar, e principalmente, o consumo consciente. Adorei o post Bru e boa sorte no seu novo aprendizado, que isso traga muitas coisas boas à sua vida e à todos que você influencia! Um beijo :***