Eu vejo a vida onde não tem

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@blogdabru
Eu acho que a vida é muito mais do que ela realmente é em alguns momentos.
Ela é mais quando dão um bom dia bonito; é linda quando três pessoas que mal se conhecem dão gargalhadas juntas; é maravilhosa quando alguém te elogia sem esperar nada em troca; é especial quando comemos algo que nos faz sentir saudade de “tão bom que a comida estava”; a vida é imensa em um simples email carinhoso; é colorida na cena de um filme legal…
Essa minha vida não sabe ser simplória. Ela quer esbanjar, quer ser intensa, quer provar que eu estava errada quando, um dia, achei ela ruim. 
A vida fica mais charmosa se descrita em um texto cheio de palavras poéticas. Ela é tudo aquilo que está sendo, mas pode ser aquilo que já foi (enquanto houver memória).
Às vezes, é meio anti-social e acha que temos que ser como ela. Eu prefiro acreditar que sou sua criadora, sua dona, sua mãe, tia, prima, amiga, namorada. Da vida eu também sou amante!
Posso achá-la num palito de sorvete, numa fronha de travesseiro que tem cheiro de amaciante, no perfume daquele cara lindo… A minha vida também está nos meus textos!
Tenho a vida numa foto, nas cartas velhas, nas roupas usadas, naquelas lembranças que eu tenho, mas também nas lembranças que abandonei. Ela é pequena, miúda demais, para não se viver um grande amor em apenas um mês. Afinal, ela não vê tempo. Quem colocou o tempo nela fomos nós!
A vida brinca de esconde esconde. É criança e adolescente ao mesmo tempo. Gosta de fazer a gente acreditar e desacreditar em um segundo. Deixa a gente se apaixonar e desapaixonar em dois. Nos leva do inferno ao céu em três.
Eu vejo a vida onde não tem.
E ela sempre se vê em mim. 
por Bruna Gomes