A livraria dos meus sonhos

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Se eu pudesse ter um negócio meu, seria uma livraria com um café. Já passei por várias aqui no Brasil e conheci diversas em Londres. Pretendo visitar as de Toronto também. Mas nunca encontrei uma que realmente fizesse eu me apaixonar enlouquecidamente pelo lugar.

A livraria dos meus sonhos não é grande. Sua entrada é discreta, com uma porta dupla de madeira escura, com uma maçaneta dourada e de aparência antiga. Dentro da minha livraria, tudo é robusto. As estantes são extremamente limpas e organizadas, feitas de madeira bem escura, fortes, até o teto. Não há muitos espaços entre elas. A ideia predominante é o aconchego. Um sinal na parede te diz para colocar o celular no silencioso. Os livros são escolhidos a dedo.

Em um dos cantos da livraria, há o local da leitura. Com sofás aconchegantes, de quatro lugares, e, também, poltronas, daquelas grandes, que te abraçam. O tapete é macio e peludo. A iluminação é instalada em um teto mais baixo. Algumas luminárias estão dispostas para que cada pessoa tenha a luz perfeita. Lá, o silêncio reina.

Do outro lado, o café. Mesas redondas, com cadeiras almofadadas. É possível comer um doce, tomar um café ou fazer um simples lanche. O cheiro de grãos de café torrados está sempre no ar. O de bolo quentinho também.

Ao chegar na minha livraria, você se sentiria abraçado. Deixaríamos as bolsas em armários individuais, para que nada atrapalhasse o momento, se fosse essa a vontade. Em uma parede, seria possível encontrar indicações de livros de muitas pessoas. Os clientes teriam cartão fidelidade. Eles iriam se conhecer, porque frequentariam o lugar enquanto pudessem.

Já pensou se fosse verdade? Quem iria gostar?