Sedentária aos 23

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É isso. Não tem mais jeito. Acabou. Boa sorte…

Parafrasear Vanessa da Mata para contar que voltei aos exercícios é considerado crime? Acho que ainda não. Mas é isso: oficialmente. Voltei aos exercícios e não foi nada fácil.

Decidi retornar e deixar o sedentarismo para trás quando voltei do Canadá, no início de setembro. Fui com 56 kg, voltei com 60. Não parece muito, e talvez não seja mesmo. A diferença principal para mim estava na vida. É. Na hora de dormir, cadê o sono? Na hora de subir a escada? Parecia maratona. Fazer caminhada? Sem vontade nenhuma. Cansaço? Desde o primeiro minuto, após acordar. Poderia listar mil coisas aqui, causadas pelo sedentarismo. Antes de viajar me inscrevi um mês na academia, mas sabia que não seria o suficiente. Desses um mês, devo ter ido uns 10, 12 dias no máximo, distribuídos em quatro semanas.

Eu tava é trabalhando muito e não queria saber de nada. Pra falar a verdade, ainda não quero. É uma tortura, para mim, ter que ir fazer ginástica. O corpo pesa, a cabeça reclama, o sono vem, a fome vem, a preguiça. Tudo junto.

Lá no Canadá eu andava muito, o tempo todo, todos os dias. Era uma média de uns 15 a 20 km por dia, sem brincadeira. Chegava no meu prédio e não conseguia colocar os pés no chão de tão dolorido que estavam. Tinha uma academia super legal no primeiro andar, que eu só fui visitar no penúltimo dia da viagem. Eu até tentava comer bem, levava arroz, ovo cozido, chá, água, fruta, castanhas todos o dias de lanche. Mas eram tantos passeios, drinks, comidas diferentes do mundo todo. Isso sem contar os doces…

Não dava mais. Pra ficar sem academia e pra continuar comendo como eu estava comendo. Estava judiando do meu corpo. Acho que ainda não estou 100% correta. Preciso me consultar com uma nutricionista, mas estou evitando muito arroz (meu vício!), doce, vinho… É difícil, né?

A gente cresce achando que vai saber fazer tudo direito, sem problemas, tomar as melhores decisões e maltrata o nosso corpo sem tomar nenhuma atitude por meses.

O pior mesmo era o sono. Aos 23, experimentei por muitas vezes a insônia. Tomar melatonina? Provei, mas acho que não preciso disso pra dormir com qualidade. Outros remédios? Nem pensar.

Acho melhor fazer exercício mesmo. Apelei para um personal, que assim não tem como eu deixar de fazer os exercícios. Dizem que quando dói no bolso levamos a sério de verdade, né. Deve ser assim mesmo. Porque tô na luta, querendo fazer dar certo mesmo. Odiando, mas querendo muito gostar. Tentando convencer meu cérebro pra derrubar alguns limites. Tentando não passar quando o fôlego vai embora.

Logo eu… que a vida toda fiz ballet, sapateado, jazz, natação… Quando foi que me perdi?

Alô, tem alguém aí na mesma?

Enfim, continuarei aqui, tentando e dividindo minhas “aventuras comigo mesma”, com vocês.

Bjs!

Bru