A geração que não sabe amar

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Em terra de imediatismos, quem tem laços ‘’a longo prazo’’ é rei.
Quer dizer então que somos a geração que ostenta desapego, mas que não conseguimos lidar com a própria solidão? Vivemos num mundo onde o mais importante é escapar com eficiência das dificuldades, da tristeza e de tudo aquilo que, apesar de ser algo natural do ser humano, pode nos causar certo “atraso”. Para o homem da atualidade, a realização pessoal está no ter e não no ser.
Assim como afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as relações humanas tornaram-se líquidas com o passar do tempo, ou seja, desenvolvemos uma enorme dificuldade em manter nossos laços por um longo tempo. Essa é uma característica típica da sociedade pós-moderna, que enxerga no imediatismo muito mais vantagem que em algo que possa durar.
A verdade é que nos dedicamos, dia após dia, a fim de encontrar a nossa felicidade, e essa busca acaba se tornando algo quase existencial. Tudo isso porque buscamos em coisas complexas e de difícil acesso; se parássemos para pensar em valorizar as relações simples – porém muito profundas – que temos com as pessoas à nossa volta, por exemplo, talvez tivéssemos uma felicidade muito mais fácil de ser encontrada.
O que queremos? Ultimamente, uma relação verdadeira me basta, já que isso está ficando cada vez mais raro de ser construído. Por muitas vezes, é assustador olhar ao meu redor e não enxergar algo palpável. O que eu vejo são coisas que escapam ao meu olhar e a todo tipo de sentimento. E, sinceramente, não é o que gosto de buscar pra minha vida.
Pensem nisso, por favor, e então poderemos estabelecer relações por uma vida e não por um prazo de validade – e dos bem curtos.

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