É hora da faxina!

Tempo de leitura: 3 minutos

Ontem comecei o dia fazendo faxina. Tirei tudo dos armários, separei tudo o que eu não precisava mais, separei o que seria doado e o que iria para o lixo reciclável e limpei as prateleiras. Mas ainda sinto que não terminei essa tarefa, que considero difícil, mesmo estando acostumada a fazê-la. Preciso ir mais fundo e escolher o que, de verdade, me faz feliz e é útil.

Todo ano aqui em casa é assim. Ao ver dezembro chegar, já coloco a limpeza na lista de tarefas. O fato é que eu não gosto de acumular nada que eu não use, que eu já tenha usado muito, o que esteja velho. Acho, e já li muito sobre isso, que a energia tem que achar espaço para fluir. Além disso, nada mais agradável do que começar o ano com a casa limpa e livre de excessos.

Quando o 12º mês do ano chega, eu também começo a colocar em prática a árdua tarefa de convencer minhas amigas e pessoas da minha família. Poucas, no entanto, são desapegadas o suficiente para fazerem esse tipo de desapego. Deixar lembranças irem embora e deixar que as possibilidades de uso daquele objeto saiam do armário com a sua permissão são coisas difíceis e que vão além da capacidade das mais apegadas. Já escutei de tudo: “pode ser que eu use na semana que vem”, “vai ficar para a minha filha”, “essa saia usei no meu primeiro encontro com meu marido”, “esse caderno tem minhas anotação da quarta série”, “esse sapato é confortável, deixa aí”. E, no fim, nada daquilo é utilizado.

Gosto de fazer esse tipo de limpeza e doar para entidades que façam bom uso dos itens que retirei dos meus armários. A Creche Maria Claro e o GPACI, aqui em Sorocaba, fazem eventos com vendas de produtos usados por um preço mais acessível. Alguns itens acabam até sendo de grande utilidade para as próprias instituições. Já imaginou que legal ver uma criança carente ou que está se recuperando de alguma doença, brincando com o ursinho de pelúcia que estava guardado por anos?

Pensem nisso. E se conseguirem, estendam esse modo de pensar para a suas próprias vidas. O encerramento e o início de um ciclo devem ser de renovação; é preciso fazer diferente da maneira que foi feita antes para que os planos cresçam e se desenvolvam com mais vitalidade. É legal colocar os objetivos no papel, mas é fundamental que vocês os coloquem em prática. Deixem sentimentos antigos no ano que está acabando, deixem as pessoas que não acrescentam para trás, busquem outros caminhos se os seus não deram certo em 2015, refaçam as contas, economizem dinheiro, planejem, façam uma viagem, trabalhem com o que vocês gostam, estejam cercados de pessoas que os façam sentir amor, confiança, felicidade, pessoas que não suguem as energias.

Recomeçar é muito mais que levantar a taça de champanhe à meia noite e dar feliz ano novo. É dizer, de uma vez por todas: “agora chega, tá na hora de tomar as rédeas da minha vida”. O tempo é curto, não espera que a gente acorde desse transe que nos inserimos às vezes.

Que a gente saiba doar, abrir caminho para o novo entrar, fazer outras pessoas felizes com os nossos pertences!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *