Eu não te escuto mais

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Recentemente, passei por uma situação chata envolvendo uma comanda perdida, uma balada e pessoas consumindo nessa comanda perdida. Foi um desperdício de um sábado a noite. De qualquer forma, andei pensando sobre os traumas que a vida pode colocar nos nossos caminhos e acho que esse acontecimento tem tudo a ver. Quantas vezes não nos colocamos na posição de vítimas e simplesmente aceitamos a condição de “sofredores” e prejudicados? É muito mais fácil aceitar, do que passar por cima do problema. Vamos imaginar um relacionamento frustante para alguém e agora essa pessoa, chateada por tudo o que passou, colocou na cabeça que não vai namorar mais ninguém, nunca mais. O motivo? Não confio em mais nenhuma pessoa que possa demonstrar interesse por mim. Ou, vamos supor um possível acidente de carro durante uma viagem de carro. Em muitos casos que envolvem acidentes de carro, coloca-se na cabeça que uma viagem a qualquer lugar que envolva a combinação carro e estrada nunca mais se repetirá.
Mas eu me pergunto: até onde esse tipo de comportamento pode nos levar? Suponho que a lugar nenhum! Apenas ao interior de nós mesmos, martirizados pelo sofrimento de algo que já aconteceu e que pode vir a nunca mais se repetir! Deveria ser proibido raciocinar de tal maneira e, parem para pensar, em quantas vezes já ouviram isso de alguém. Não é incomum!
Nós, embora sejamos influenciados pelo mundo externo ao nosso próprio, temos uma grande porcentagem sobre nossas decisões e sobre o que acontece, em geral, com a nossa vida. Então, por que nos deixamos entrar nesse túnel sem fim que um trauma pode nos levar? Não seria mais benéfico colocar um ponto final em todos os nossos medos e nos jogar em novas oportunidades, que podem nos surpreender de maneiras muito boas?
A resposta para tudo isso não se trata apenas de um sim e um não. O buraco é mais embaixo! É preciso força de vontade, ânimo, ser grato por ter sobrevivido a todos as dificuldades, mas principalmente, o segredo está em se retirar da posição de vítima. Não é fácil. Que atire a primeira pedra quem nunca se comportou dessa maneira. Não é motivo de vergonha para ninguém! Somos humanos e passíveis de erros, mas também de acertos. É aí que a esperança mora!
Vamos enfiar nossos traumas, nossos medos, dentro de uma caixa e fechá-la de maneira que a gente não se esqueça (isso se chama experiência!), mas sem dar tanta importância ao que nos ocorre de ruim. Um relacionamento ruim sempre vai existir, um sábado furado pode acontecer sem aviso prévio e um carro batido, infelizmente, também. Mas se formos viver com base no que pode dar errado, quando é que vamos abrir as portas para as oportunidades e para os acertos?
Pensem com carinho,
(estou aqui pensando também, mas vou pensar na balada e com a comanda guardadinha!)
Um beijo,
Bru Gomes

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