Não vamos entrar em pânico

Tempo de leitura: 2 minutos

A Organização Mundial da Saúde disse, na última segunda-feira, que o consumo de carne processada favorece o desenvolvimento do câncer colorretal e já tem gente por aí correndo em círculos, jogando tudo quanto é comida fora, ficando desesperado porque comeu risoto de linguiça no final de semana ou hot dog depois do trabalho. Bem… Não sou nutróloga, mas sou consumidora de diversos tipos de alimentos (de informações também) e não poderia deixar de comentar essa notícia que rolou por aí com tanto destaque. Mas vamos pensar por um segundo. Desde quando já não sabemos que produtos deste tipo fazem mal? Então, fiquem calmos, respirem fundo que agora o papo é sobre equilíbrio.
Estamos na era do fitness, na era dos alimentos saudáveis, na era Pugliesi, certo? Errado! Estamos, e sempre estivemos, em tempos de consciência e amor próprio. Ou deveríamos estar, né? Se nos encontramos, atualmente, mais interessados em aprender sobre alimentação, é porque a sociedade desenvolveu um interesse maior pelo assunto e se cansou de ter alguns problemas de saúde por conta da má alimentação. Só que ser bitolado, sofrer por não estar 100% do tempo na dieta, passar mal por ter comido algo diferente também faz muito mal para a cabeça e para o nosso próprio corpo. É tudo uma questão de saber dosar e de se informar! Recorrer à especialistas no assunto como nutricionistas e nutrólogos não significa que somos obcecados pela beleza ou qualquer coisa do tipo. Isso mostra que queremos, realmente, evoluir e aprender um pouco mais sobre os alimentos, nutrientes e coisas do tipo. Então parem de julgar tudo e todos!
Se alguém que você conhece se alimenta muito mal, apenas o incentive a procurar um profissional que possa ajudá-lo de maneira que ele veja com outros olhos o ato de se alimentar. Só que comer um alimento fora da lista do saudáveis de vez em quando, provavelmente, não vai trazer grandes problemas, como a própria OMS já falou. É necessário ingerir quantidades maiores e com frequência para que ele te cause um câncer, por exemplo. Vamos moderar, encontrar alternativas que façam bem ao nosso corpo, mas se estiver com vontade, coma! É tudo questão de balancear as escolhas.
Se quiserem saber mais, o UOL fez duas matérias boas (AQUI e AQUI).
Reflitam!
Um beijo,
Bruna Gomes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *